Petro é a moeda virtual que está vigente na Venezuela desde a última semana. 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na criação da criptomoeda a fim de suavizar os efeitos da crise. 

A Petro é baseada nos preços do petróleo, do ouro, do gás e do diamante.

Em seu programa na TV, Maduro disse que a criação da moeda virtual significa um avanço em relação à “soberania monetária”.

Segundo ele, o Petro ajudará a vencer o bloqueio financeiro imposto ao país.

O mandatário não especificou quando a moeda passaria a circular.

Porém, informou que ela será atrelada a bens físicos e emitida pelo país, o que a diferencia da mais famosa moeda virtual, o bitcoin.

A criação do Petro ocorre em um ano em que a moeda física venezuelana, o bolívar, já desvalorizou 95% em relação ao dólar.

Somente no último mês, a desvalorização foi de 57%.

Por não ter reservas para honrar os juros de sua dívida, a Venezuela foi declarada em calote parcial no mês passado.

Desde agosto o país sofre sanções impostas pelos Estados Unidos.

Os EUA proibiu a compra de títulos da dívida pública venezuelana e da petroleira estatal PDVSA por pessoas físicas e empresas americanas.

Petro na onda do Bitcoin

Maduro também anunciou a criação de um laboratório de blockchain.

Uma plataforma para comprar e vender moedas virtuais, composto por uma equipe multidisciplinar de 50 pessoas.

Esse grupo criará as condições técnicas e legais para a nova moeda.

O bitcoin já é muito adotado na Venezuela, principalmente por pessoas que querem proteger seu dinheiro.

A intenção é se proteger acima de tudo dos efeitos da hiperinflação e da falta de bolívares em circulação.

As moedas virtuais não são reguladas, portanto, por governos.

Nem por grandes bancos ou fundos de investimento, mas por investidores privados.

Cada bitcoin, por exemplo, é um arquivo de computador que é armazenado em uma “carteira digital”.

Cada transação é registrada em uma lista pública chamada “blockchain”.

Por isso não é possível gastar uma moeda que não é sua.

É possível fazer transações em bitcoins de qualquer lugar com uma conexão à internet.

Isso é possível por meio de empresas de câmbio usando dinheiro real ou vendendo produtos ou serviços em troca deles.

A maioria das pessoas usa a criptomoeda como investimento.

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